Regurgitações em excesso de lactantes pode caracterizar doença de refluxo

Ser mãe é um ofício que exige contínuo aprendizado. Para quem é de primeira viagem, então, as dúvidas borbulham a todo minuto e cada fase é uma novidade. Uma das maiores preocupações corresponde quanto à naturalidade e saúde do refluxo e das regurgitações, também conhecidas como gofo.

Cristina Canuto, pediatra do Hapvida Saúde, conta que antes de tudo é importante definir a diferença entre os dois casos. “Regurgitação é o retorno do conteúdo gástrico para a boca, de onde é expelido sem esforço, enquanto no refluxo gastroexofásico (RGE) o conteúdo gástrico volta para o esôfago, com ou sem regurgitação ou vômito”, pontua.
Em lactantes, a ocorrência de RGE fisiológico é comum, geralmente caracterizado por episódios de regurgitação no período pós-mamadas, vômitos isolados e choro determinando algum grau de desconforto. Esses sintomas não são acompanhados de dificuldade alimentar e não acarretam alterações no desenvolvimento ponderal. “Deixar o bebê arrotar e dispô-lo em posição ereta é o correto a se fazer”, orienta. As regurgitações têm pico de ocorrência entre dois e quatro meses, diminuindo até os seis meses de idade.
Uma notícia positiva: essa condição é normal. No entanto, a preocupação deve existir quando o quadro for exagerado. “Na doença do refluxo gastroesofágico a regurgitação é em grande quantidade, cerca de cinco vezes ao dia, ocorre longe das mamadas, soluços tardios, choro excessivo, dificuldade para mamar, perda de peso, tosse crônica e, às vezes, apneia”, avisa a pediatra.
Algumas recomendações também são feitas quanto à mamada, nos casos de diagnóstico de RGE não-fisiológico. Após o ato, deixar no colo ereto por alguns minutos e então colocar na cama em decúbito lateral esquerdo. Travesseiros anti-refluxo auxiliam no alívio dos sintomas.


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