Gravidez após os 35 anos: Entenda por que adiar a maternidade pode trazer riscos à mãe e ao Bebê

Do ano de 2000 até hoje, houve um crescimento de 18% no número de mães que optam por ter filhos a partir dos 30 anos ou mais, no Brasil. Este cenário é apontado por uma pesquisa divulgada, em 2012, pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Estes dados refletem uma significativa mudança: as mulheres estão estudando mais e conquistando posições cada vez mais altas no mercado de trabalho. As mudanças de atitude e de comportamento têm feito com que muitas mulheres optem por esperar mais tempo para ter filhos, já que a maternidade acaba, muitas vezes, concorrendo com o tempo dedicado à carreira.
Adiar a maternidade pode trazer vantagens como o bebê nascer em uma família mais financeiramente estruturada e até mais madura. No entanto, quem decide esperar muitos anos para engravidar, precisa estar ciente dos cuidados que uma gestação nessas condições exige.

Especialistas afirmam que termos biológicos, a idade ideal para gerar um bebê está por volta dos 20 e 30 anos, fase da vida em que a mulher está mais fértil. A partir daí, há uma diminuição na produção de óvulos e a dificuldade de engravidar aumenta, trazendo riscos para mãe e bebê.

Segundo o tocoginecologista do Hapvida Saúde, Elson Almeida, a gestação após 35 anos necessita de atenção especial. É considerada uma gravidez de alto risco, pois nesta idade aumentam as chances de se desenvolver doenças crônicas e genéticas, como diabetes, hipertensão e tireoideopatias (doenças relacionadas à glândula tireoide), para as mães, e doenças genéticas aos filhos como as síndromes de Down, Patau e Edward. “As doenças genéticas podem ocorrer porque os óvulos da mãe em idade avançada podem estar ’envelhecidos’. Quanto maior a idade, maior a chance de haver tais doenças”, explica o médico.

Apesar destas complicações, o especialista afirma que hoje já existem mecanismos para avaliação dos problemas de saúde existente em cada paciente permitindo que mulheres com mais de 30 anos possam planejar uma gravidez segura, na qual as complicações da gestação podem ser amenizadas, desde que haja um acompanhamento médico.
“Antes de engravidar, é fundamental que mulheres nestas faixas etárias busquem uma avaliação médica, assim pode-se fazer um rastreio de doenças pelo histórico pessoal e familiar; controlar possíveis doenças crônicas; estabilizar doenças autoimunes; e iniciar o uso de complementos vitamínicos,” esclarece o tacoginecologista.

A promotora de vendas Maria Joelma Pereira, 30, é uma, entre muitas mães, que optou por adiar a maternidade em busca de qualificação profissional e almejou o “momento certo” para a chegada de Gabriel, hoje com 3 meses. Acima do peso quando engravidou, Joelma procurou atendimento médico contínuo em busca de uma gestação mais tranquila.
“Quando engravidei tive muitas dúvidas, por mais que tivesse o acompanhamento do obstetra. Então, tomei conhecimento do grupo Gerando do Hapvida e lá fui acolhida com toda atenção que uma grávida precisa,” relembra a mãe de Gabriel.

O acompanhamento contínuo é a melhor opção para uma gravidez tranquila. Independente do tipo de gestação, o acompanhamento médico proporciona um monitoramento da gravidez e ajuda no controle da manifestação de doenças que podem interferir no bom andamento do pré-natal. Para isso, o Grupo Gerando, da Unidade Medicina Preventiva do Hapvida Saúde, atua desenvolvendo atividades que vão desde a realização de palestras até a promoção de oficinas, onde as futuras mães podem aprender um pouco mais acerca das mudanças do corpo materno, os primeiros cuidados com o recém-nascido, tipos de parto, dicas de alimentação saudável, relaxamento corporal, shantala (massagem relaxante de origem indiana, indicada para bebês) e etc. O Gerando reúne grupos de grávidas em um momento mensal, no qual elas recebem toda a atenção de obstetras, enfermeiros, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos que as acompanham durante toda a gestação.

De acordo com a enfermeira responsável pelo grupo, Catarina Aguiar, estas ações são importantes pelo seu caráter educativo e preventivo. “Educativo, pois as mães são instruídas em relação às mudanças e possibilidades do período gestacional e puerperal, além de prevenir as alterações indicativas de alguma anormalidade nesse período, propiciando o bem-estar, de mãe para filho”, explica a enfermeira. “Nestes encontros, o processo de aprendizagem é uma via de mão dupla, haja vista que as mães, com todas as suas expectativas, esperanças, ansiedade, conseguem expressar o turbilhão de emoções pelo qual estão passando, e os profissionais que as acolhem, sentem-se também agraciados por tais reações e experiências de vida”, finaliza Catarina.



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